sábado, 7 de setembro de 2013

Desabafos diurnos.

Não é mais uma sensação de vazio, de solidão. É a sensação de preenchimento, de aperto, de sufoco. Do que? Nem eu sei... Procuro tentar achar as respostas no relógio, no calendário, no Sol que se põe e acho na noite que a resposta virá no dia seguinte.

Minha mente tão cheia de acontecimentos passados que não me faz querer mais ver o futuro. Aliás, parece que não quero vê-lo chegar. Cada dia riscado do calendário significa que foi um dia a menos. Sim, isso é óbvio mas será que foi um dia a menos sem você? Ou um dia a menos de sofrimento? Essa é pergunta que tento todos os dias responder olhando pela janela.

Tento colocar a culpa no destino, afinal, isso é tão mais fácil. Na verdade, a auto-flagelação é mais fácil para mim. Mas nem isso resolveu, portanto, deixo nele o motivo pelo qual eu deposito a minha angústia. Tento ser auto-suficiente e dizer que o problema não foi o que eu fiz ou o que eu sou. Pensando bem... Qual foi o meu erro mesmo? Quando paro e me pergunto eu não consigo achar a resposta. Mas ela existe sim. O meu maior erro foi ter te amado demais, ter me doado demais, ter traçado uma trilha aonde só nós poderíamos percorrer.

Mas não tem problema, essa mesma trilha não foi desmanchada por mim e sim por você. Apenas cumpri, como em todas as vezes, os seus pedidos. Fiz o castelo ruir, a vida seguir, deixar o Sol se pôr sem você. A trilha se partiu em duas. Espero que pelo menos eu a tenha ajudado a deixar a sua um pouco menos tortuosa ou quem sabe, a minha se tornou a sua grande pedra. As trilhas seguem por caminhos destintos, não se preocupe meu amor, nesse caso, elas nunca poderão se encontrar. Você tem ferramentas o suficiente para prosseguir com ela. Use-as.